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quinta-feira, 26 de maio de 2011

ALEXSANDRO DIZ QUE NÃO MATOU JENNIFER


Com o julgamento, que definirá o seu futuro adiado para o dia 27 de julho, o vigilante desempregado Alexsandro Neves dos Santos, de 36 anos, decidiu revelar a versão que contaria na última terça-feira, quando iria a júri no Fórum de São Lourenço da Mata. Em entrevista também exclusiva concedida às repórteres Bárbara Franco e Priscilla Aguiar, da Folha de Pernambuco, Alexsandro confirmou que conduziu o Gol prata em que Jennifer estava com os familiares até a rua em que ele foi encontrado por trás da delegacia municipal. Ele nega, porém, que tivesse conhecimento sobre a execução da turista alemã. Alexsandro contou que fez um acordo com Dinarte Dantas, irmão de Delma por parte de pai, para dar um golpe na seguradora do carro. A notícia sobre o homicídio, segundo ele, veio por meio dos telejornais.
Você disse que não matou Jennifer. Então, como você terminou acusado de assassinato?
Eu conheci Dinarte (irmão de Delma por parte de pai) quando ele dirigia algumas vans. De novembro pra dezembro eu saí da empresa de segurança em que eu trabalhava e encontrei com ele por acaso. Depois ele esteve na minha casa e perguntou se eu estava interessado em dirigir para a irmã dele, que estava chegando da Europa.  Dinarte deixou claro pra mim que ela queria fazer uma viagem até Fortaleza. Próximo ao Carnaval, ele disse “Sandro, eu queria saber o que você poderia fazer ou se você conhecia alguém que pudesse dar um golpe do seguro”. Eu disse que a gente pega o carro, coloca na BR, toca fogo e deixa lá. É o que mais acontece naquela BR ali.
Mas como vocês dariam o golpe na seguradora se o carro era locado?
Dinarte me disse que Delma havia comprado um carro para que eles usassem enquanto tivessem aqui. 
Quando ele te fez essa proposta?
Nesse meio tempo, alguns dias antes do Carnaval. Foi exatamente quando ele me procurou e disse que estava tudo certo. Foi quando ele acertou com a irmã de desmanchar o carro.
Você não percebeu que estava se envolvendo em um assassinato?
Quando eu cheguei, em momento algum, vou deixar bem claro pra vocês, em momento algum eu vi ela com arma ou ele com arma. Ficou acertado de nos encontrarmos no TIP. Sendo que, por causa dos horários, eles foram para o TIP depois voltaram e eu encontrei com eles na frente da Progresso. A minha maior surpresa foi que estava todo mundo dentro do carro. A falecida, o marido, o sogro, Delma e a criança. Quando eu vi isso achei muito estranho, mas tudo bem, era a escolha deles. No carro, Pablo me passou a direção, foi para o banco do carona e Jennifer foi pra trás. Quando foi na entrada do TIP, depois um pouquinho da entrada do TIP, próximo a um condomínio de luxo, eles resolveram descer. “tá bom aqui, você leva o carro”. Dali eles iriam voltar e dizer que o carro foi roubado.
Onde fica esse local em que você deixou eles? No mesmo ponto em que o corpo de Jennifer foi encontrado?
Acho que fica próximo ao local do crime uns 500 metros, não sei bem. Em momento algum eu apertei a mão de Pablo, Ferdinando, Delma e muito menos da falecida, como foi dito na reconstituição. Também foi dito que eu disparei na moça e apertei a mão das pessoas lá, mas em momento nenhum houve isso.
Por que eles decidiram ficar em um local tão esquisito, praticamente sem iluminação?
Eu sei que eu fui instruído pelo próprio Dinarte para deixar eles em um lugar ermo para que ninguém visse que eles estavam descendo de livre e espontânea vontade, para que eu pudesse seguir com o carro. Daí eu fui embora com o carro. Sendo que ele chegou pra mim e disse ‘Sandro, quando você pegar o carro coloca em um local seguro para que a gente possa depois pegar, que eu já tenho compradores pra peças do carro, pneu e ar-condicionado que é para a gente poder levar ele. Eu não consegui pensar em lugar mais seguro do que na rua por trás da delegacia.
Como você soube que Jennifer tinha sido assassinada?
No outro dia de manhã, ao ligar a televisão, eu vi a bomba daquele jeito em tudo quanto é canal, tudo quanto é emissora. Quando eu vejo a foto da moça eu já fiquei daquele jeito, a minha esposa me olhando, perguntando o que foi e eu dizendo que não tinha problema nenhum.
Você foi tomar satisfações com Dinarte quando soube da morte da alemã?
Não procurei, mas eu moro em uma ladeira e quando subi dei de cara com Dinarte sentado em uma moto. Cheguei pra ele e perguntei ‘o que é que aconteceu?’. Ele chegou pra mim e disse ‘olhe, a partir de hoje você não liga pra ninguém em hipótese alguma do seu telefone. Arrume outro telefone, outra coisa, mas não ligue pra ninguém porque pelo seu telefone podem rastrear o meu.
Por que você não contou essa versão antes?
Quando eu falei no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) isso aí ninguém acreditou. Sofri muita coisa física, muita pancada, apanhei muito. Quando permitiram que a minha esposa levasse almoço pra mim eu já estava há uma semana lá dentro.
O que Dinarte fez para te causar tanto medo?
Não é medo dele. É receio muito grande do que ele poderia fazer com a minha família. A primeira coisa que ele falou foi que se eu falasse alguma coisa o primeiro a sofrer as consequências seria o meu filho, que tem 5 anos. Ele sabia a hora que ele estudava, onde ele estudava, a hora que a minha filha pegava no colégio, a hora que ela voltava, a hora que a minha mãe ia pra igreja e voltava. Então eu não poderia fazer nada, não poderia abrir a boca em momento algum.
A polícia disse a você quem te apontou como executor?
Dinarte. Ele que me apontou, ele que os levou na minha casa e ele que fez acordo para que ele ficasse em liberdade e eu com os outros presos.
Ainda sobre o primeiro acordo, que seria abandonar o carro em um local seguro, ele (Dinarte) teria combinado algum valor com você?
Não. Ele só disse que tinha uma pessoa que depois iria acertar.
Ele não disse nenhuma quantia de quanto seria esse acerto?
Não. Em momento algum ele falou em valores.
E quando é que surgiu essa história de que seria R$ 2,5 mil para depois mais R$ 2,5 mil?
Foi Dinarte quem disse na delegacia.
Durante a reconstituição vocês apontavam, respondiam aos pe­ri­tos...
Naquele momento, eu ficava dentro da viatura com um agente. Ali era quando ele passava as instruções para mim do que iria acontecer e como eu iria falar.
Mas, toda a imprensa estava lá. Por que você não contou o que estava acontecendo?
Se eu falasse alguma coisa, eu iria desmascarar essa confusão toda que fizeram lá na delegacia. E a primeira coisa que falaram é que não iam perder a oportunidade de desvendar esse caso. Eu não iria falar.
Isso tudo que você está falando é o que você planejava falar no julgamento?
Iria dizer lá.
E o que você sentiu naquele momento em que vocês estavam todos juntos, sentados próximos, lado a lado?
Naquele primeiro momento eu achei estranho o que o advogado de dona Delma estava falando. Porque, no meu ponto de vista eu não a vejo como nenhuma psicopata ou louca. Mas eu não sou nenhum médico. Fiquei decepcionado porque a minha defesa se basearia no depoimento dela porque ela não tem porque estar com essa farsa de me acusar por uma coisa que eu não fiz.
Após o cancelamento (do julgamento), a reportagem conversou com Delma Freire e ela contou uma versão que, realmente, não casa com a versão da Polícia. Mas, ela falou que em momento algum houve motorista e disse que foi tudo combinado com Dinarte. Dois ho­mens em uma moto teriam feito a abordagem e matado a alemã. Você acha que essa versão dela casa com a sua?
Com certeza.
Você acredita que ela combinou com Dinarte e depois que você foi embora chegaram dois ho­mens e executaram a vítima?
Bom, se chegaram dois homens, cinco, eu não sei porque eu não estava lá.
Naquele dia, depois que você deixou o carro atrás da De­legacia de São Lourenço, como você voltou para a casa?
Peguei um ônibus, desci na estação de Camaragibe e, como vigilante, conhecia os outros colegas e, apesar da estação estar fechada, pedi para ir no trem dos funcionários e eles deixaram que eu entrasse. Como a gente sempre faz, um ajuda o outro.
Pablo e Ferdinando Tonelli também estão no Aníbal Bruno. Vocês se veem ou se falam?
Moramos no mesmo pavilhão (J). Algumas vezes nós sentamos para conversar, mas nem eu entro em detalhes nem eles.
Você nunca perguntou para eles o que é que aconteceu naquele dia?
Não, porque eu acho que é uma coisa que se eles sabem cabem a eles falarem.
Mas, se eles contassem acarretaria na sua liberdade.
Com certeza. E eu vou deixar bem claro que eu só vim para essa entrevista porque Delma Freire já abriu a boca envolvendo Dinarte nisso. Entendeu? Então não tem porque eu agora estar escondendo o nome dele. Ele que me prejudicou tanto, ele que me jogou nesse negócio agora não tem porque esconder o nome dele. Porque, antes, se eu falasse o nome dele, eu estaria especulando o nome de algum outro suspeito.
Como está diante disso a sua expectativa para o júri do dia 27 de julho?
Eu espero que até lá seja posta toda a verdade. Até agora existe muita coisa falha. É muito fácil dizerem que eu tenho um arsenal em casa quando nunca encontraram nada comigo.
Você nunca matou ninguém?
Não, (...) nunca.

Veja e ouça mais no site:www.folhape.com.br

Fidel viverá até os 140 anos, garante médico cubano

O ex-presidente cubano Fidel Castro vai viver até os 140 anos, mesmo com o grave problema de saúde que sofreu há cinco anos, afirmou Eugenio Selman-Housein, diretor da equipe médica do líder cubano, nesta quarta-feira. 'Ele vai viver 140 anos. As pessoas diziam que os problemas de saúde que ele passou há quatro ou cinco anos o prejudicaram, que ele estava doente, e bem... Vamos ver', disse Selman-Housein à imprensa, após a inauguração do Seminário Internacional de Longevidade Satisfatória em Havana.

Ícone da política cubana, Castro completa 85 anos no dia 13 de agosto. Depois de 48 anos no poder do país, ele passou o comando para o irmão Raúl em julho de 2006, quando adoceu.

Castro não está no 'Clube dos 120', segundo o médico, porque não é necessário. 'Ele é um homem incrível em todos os aspectos: humano inteligente, valente', afirmou Selman-Housein. Que preside o clube que reúne pelo menos sete mil afiliados em toda a Cuba.Ultimamente, Fidel Castro se decida a escrever suas memórias e artigos de jornal sobre problemas internacionais.

Fonte: www.blogdomagno.com.br

Grupo Silvio Santos fecha venda do Baú da Felicidade em 90 dias

silvio-santossite oficial bau felicidade
A reestruturação do Grupo Silvio Santos após a venda do banco PanAmericano deve ter mais um capítulo nos próximos meses: a venda do braço varejista Baú da Felicidade.
De acordo com o vice-presidente do grupo, Lásaro do Carmo Jr., o negócio deve ser fechado entre 60 e 90 dias e segue a venda da Braspag, de processamento de pagamentos online, para Cielo, anunciada na terça-feira.

Depois de perder o PanAmericano, após uma fraude contábil que gerou um rombo de R$ 4 bilhões, o grupo Silvio Santos decidiu se reestruturar para não sofrer os impactos da venda do banco.

Para isso, vai focar em três pilares "estratégicos" nos próximos cinco anos. Consumo, com a Jequiti Cosméticos; comunicação, com o SBT; e capitalização concentrando esforços na Liderança Capitalização (Tele Sena).

"Nós eramos um grupo muito pulverizado e resolvemos focar naquilo que é o grande conhecimento do grupo. Assim, o foco dos investimentos serão os mercados de maior potencial para nós", disse Carmo à Folha. "O Banco não vai fazer mais falta para a gente."

Dentro desse plano, o grupo decidiu se desfazer da Braspag e do Baú. Outras empresas, como a seguradora Panseg, a construtora Sisan e os hotéis Jequitimar permanecem no grupo, mas sem grandes investimentos, diz o executivo.

A venda do Baú está sendo negociada pelo Bradesco BBI. De acordo com Carmo, o grupo decidiu vender a empresa por não conseguir competir adequadamente no setor. 

"O varejo no Brasil sempre foi commodity. Para competir nesse mercado, você tem de ser um Wal-Mart, um Pão de Açúcar."

OFERTA

No ano passado, o bilionário mexicano Ricardo Salinas, dono da rede de eletrodomésticos Elektra e do Banco Azteca, fez uma oferta oficial para comprar as rede de lojas do Baú da Felicidade, mas o negócio não se concretizou.

As lojas do Baú estão localizadas em São Paulo e no Paraná e a empresa vinha passando por dificuldades desde que adquiriu a Dudony, em recuperação judicial, com dívida de R$ 100 milhões. De acordo com Carmo, o Baú fatura hoje R$ 400 milhões por ano. Ele não afirmou, porém, se os últimos balanços da companhia registraram lucro ou prejuízo



Fonte:www1.folha.uol.com.br

TST aprova anteprojeto que permite execução imediata de sentença de tribunal local


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou anteprojeto de lei que deve mudar o sistema de execução de sentenças trabalhistas, caso aprovado pelo Congresso Nacional. O projeto estabelece a execução imediata da sentença proferida por tribunal local, a possibilidade de parcelar o valor da dívida em até seis vezes e a cobrança de 10% de multa a quem não pagar a dívida na data estipulada pela Justiça.  


Segundo o presidente do TST, João Oreste Dalazen, a execução é o principal problema da Justiça trabalhista porque o devedor não é encorajado nem coagido a pagar a dívida. Isso gera situações como o “ganha, mas não leva”. Hoje, quase dois terços das condenações da Justiça do Trabalho não são pagas pelos devedores. Para mudar esse “panorama sombrio”, nas palavras do próprio Dalazen, o projeto prevê alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na área dedicada às execuções trabalhistas.  

De acordo com Dalazen, a proposta da execução de sentença estabelecida por tribunal de segunda instância é semelhante à ideia apresentada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, para a resolução de processos civis na chamada PEC dos Recursos. “Os casos em que há ganho de causa no tribunal superior são muito reduzidos. O que queremos é o pronto cumprimento dos acórdãos proferidos pelos tribunais regionais se a matéria, por exemplo, já está consagrada no TST”.

O ministro lembra que da forma como está hoje, a execução trabalhista não pode ser levada a cabo - com o oferecimento dos bens penhorados em leilão ou em hasta pública - se houver recurso pendente.  “Hoje, a execução é permitida até a penhora. Brinco que as sentenças de mérito trabalhistas são um parecer cultural da Justiça do trabalho, porque elas são destituídas de consequências práticas”.

Quanto ao parcelamento do débito, Dalazen afirma que há uma rigidez legal que está “em descompasso com a realidade de uma economia com inflação sob controle”. O anteprojeto será encaminhado ao Ministério da Justiça nos próximos dias para que faça parte do 3º Pacto Republicano. O pacto foi proposto pelo presidente do STF e implica união de esforços entre os Três Poderes para melhorar a prestação de serviços na área da Justiça.

Fonte:www.jcom.com.br

MPF pede que Santander e Itaú-Unibanco devolvam R$ 430 milhões a clientes





O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) enviou recomendações aos bancos Santander e Itaú-Unibanco para que devolvam aos clientes os valores obtidos com tarifas cobradas indevidamente de 2008 a 2010. O Santander deve ressarcir cerca de R$ 265 milhões pelo repasse de encargos de operações de crédito (REOC), enquanto o Itaú-Unibanco deve restituir mais de R$ 165 milhões cobrados a título de "Comissão sobre Operações Ativas (COA)" e multas por devoluções de cheques. Com a recomendação, os bancos foram advertidos de que descumpriram regulamentação do Banco Central e estão sujeitos a processos judiciais se não restituírem aos clientes essas cobranças indevidas.

A recomendação, feita pelo procurador da República Claudio Gheventer, baseou-se em inquérito civil público que apurou que o Banco Central definiu os três casos como não passíveis de cobrança, tendo em vista a regulamentação sobre tarifas bancárias que entrou em vigor em 30 de abril de 2008 (Resolução 3518/2008).

As cobranças do Santander foram feitas entre junho de 2008 e agosto de 2009, mesmo após ter sido comunicado pelo Banco Central da irregularidade em janeiro de 2009. O Santander se dispôs a ressarcir somente a quantia cobrada após a comunicação, o que o MPF rejeita, pois a resolução do BC que rege a regularidade das cobranças já estava em vigor. O Itaú-Unibanco cobrou e se negou a devolver R$ 26,50 de multa por cada cheque devolvido entre abril de 2008 e maio de 2009 (ao todo, a multa rendeu R$ 64,2 milhões). Além disso, debitou irregularmente R$ 100,8 milhões por meio da COA, entre maio de 2008 e abril de 2010, a qual se prontificou a restituir apenas os valores cobrados a partir de setembro de 2009.

“O Banco Central já se manifestou, de forma definitiva, acerca da ilegalidade da cobrança desses encargos desde abril de 2008, quando entrou em vigor a resolução que estabelece as tarifas que podem ser cobradas pelo bancos. Portanto, todos os consumidores que foram cobrados a partir dessa data devem ser devidamente ressarcidos", diz o procurador Claudio Gheventer.

A REOC se refere a custos incorridos pelo Banco em operações de crédito e arrendamento mercantil que eram repassados ao cliente. Já a COA era cobrada quando concedido crédito rotativo ou refinanciamento de operações no cartão de crédito (nesses casos, operações de cartão de crédito transformam-se em operações de crédito). Em março, o MPF enviara recomendações ao HSBC, Santander e Itaú-Unibanco por outra cobrança indevida: comissão de disponibilização de limite de cheque especial.


FONTE:www.jcom.com.br

Transportes


O brasileiro está usando cada vez menos transporte público, ao mesmo tempo em que cresce significativamente as vendas de carros e motos, ampliando o transporte individual.
A conclusão é de estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre a mobilidade urbana no Brasil. Nele, constatou-se que a demanda do transporte público caiu 30% entre 1998 e 2008.
Já as vendas de carros cresceram 9% em média no período, e as de moto, quase 20%.
O levantamento concluiu que está cada vez mais caro recorrer a ônibus, metrô e trens nas grandes cidades. As tarifas de ônibus urbanos, por exemplo, subiram 60% acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) desde 1995.
Os ônibus respondem pela maior fatia do transporte públicos nas grandes cidades, e direcionam os preços das tarifas de outros modais de transporte.
"A situação só vai se deteriorando. A tendência é aumentar o transporte individual, até porque há políticas de estímulo à compra de carros e motos. Há aumento de crédito e renda. Se não houver políticas para estimular e melhorar o transporte público, com investimento da infraestrutura urbana, barateamento de tarifas, as cidades se tornarão inviáveis", alertou o pesquisador do Ipea, Carlos Henrique Ribeiro.
A queda da demanda é puxada pela menor frequência nos ônibus urbanos, cuja demanda teve redução pouco superior a 30%.
Por outro lado, aumenta significativamente o uso de metrô e trem nas principais metrópoles. Ribeiro esclarece que, comparado à demanda dos ônibus, a circulação dos modais sobre trilhos ainda tem pouca influência no resultado geral.
No metrô, houve aumento de 54,6% da demanda nos últimos dez anos. Em igual período, a malha cresceu 26%.
Nos trens, o número de passageiros avançou 150%, ao mesmo tempo em que a malha subiu apenas 8%.
"Qualquer investimento que se faça em trilhos tem resposta rápida, pela má situação do transporte público no país. Outro fator é o crescimento das periferias, que impulsiona esses transportes", completou Ribeiro.
Fonte:www.msaqui.com.br