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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

STF considera constitucional exame da OAB


A exigência de aprovação prévia em exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que bacharéis em direito possam exercer a advocacia foi considerada constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, os ministros negaram provimento ao Recurso Extraordinário (RE 603583) que questionava a obrigatoriedade do exame. Como o recurso teve repercussão geral reconhecida, a decisão nesse processo será aplicada a todos os demais que tenham pedido idêntico.
A votação acompanhou o entendimento do relator, ministro Marco Aurélio, no sentido de que a prova, prevista na Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), não viola qualquer dispositivo constitucional. Concluíram desta forma os demais ministros presentes à sessão: Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso.
O recurso foi proposto pelo bacharel João Antonio Volante, que colou grau em 2007, na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), localizada em Canoas, no Rio Grande do Sul. No RE, ele afirmava que o exame para inscrição na OAB seria inconstitucional, contrariando os princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade e do livre exercício das profissões, entre outros.
Votos
O relator do caso, ministro Marco Aurélio, considerou que o dispositivo questionado do Estatuto da Advocacia não afronta a liberdade de ofício prevista no inciso XIII, artigo 5º, da Constituição Federal, conforme argumentava o bacharel em direito autor do recurso. Para o ministro, embora o referido comando constitucional impeça o Estado de opor qualquer tipo de embaraço ao direito dos cidadãos de obter habilitação para a prática profissional, quando o exercício de determinada profissão transcende os interesses individuais e implica riscos para a coletividade, “cabe limitar o acesso à profissão em função do interesse coletivo”. “O constituinte limitou as restrições de liberdade de ofício às exigências de qualificação profissional”, afirmou o ministro Marco Aurélio, ao citar o próprio inciso XIII, artigo 5º, da Carta Magna, que prevê para o livre exercício profissional o respeito às qualificações estabelecidas em lei.
Primeiro a seguir o voto do relator, o ministro Luiz Fux apontou que o exame da OAB caminha para a inconstitucionalidade se não forem criadas formas de tornar sua organização mais pluralista. “Parece plenamente razoável que outros setores da comunidade jurídica passem a ter assento nas comissões de organização e nas bancas examinadoras do exame de Ordem, o que, aliás, tende a aperfeiçoar o certame, ao proporcionar visão mais pluralista da prática jurídica”, disse.
Para Fux, manter a elaboração e organização do exame somente nas mãos de integrantes da OAB pode suscitar questionamentos em relação à observância, pela entidade, de princípios democráticos e republicanos. “Cumpre à OAB atender às exigências constitucionais de legitimação democrática da sua atuação, que envolve, entre outros requisitos, a abertura de seus procedimentos à participação de outros seguimentos da sociedade”, reiterou. Para o ministro, a forma como o exame é produzido atualmente é uma “falha” que acarretará, no futuro, “a efetiva inconstitucionalidade da disciplina do exame da OAB”.
Antes, porém, ele afirmou que o exame em si é a medida adequada à finalidade a que se destina, ou seja, a “aferição da qualificação técnica necessária ao exercício da advocacia em caráter preventivo, com vistas a evitar que a atuação do profissional inepto cause prejuízo à sociedade”. Luiz Fux ressaltou que o desempenho da advocacia por um indivíduo de formação deficiente pode causar prejuízo irreparável e custar a um indivíduo a sua liberdade, o imóvel em que reside ou a guarda de seus filhos.
“Por essas razões, existe justificação plausível para a prévia verificação da qualificação profissional do bacharel em direito para que possa exercer a advocacia. Sobreleva no caso interesse coletivo relevante na aferição da capacidade técnica do indivíduo que tenciona ingressar no exercício profissional das atividades privativas do advogado”, disse. Ele complementou que “fere o bom senso que se reconheça à OAB a existência de autorização constitucional unicamente para o controle a posteriori da inépcia profissional, restringindo sua atribuição nesse ponto a mera atividade sancionatória”.
Em seguida, o ministro Ricardo Lewandowski disse que se aplica ao caso a chamada “teoria dos poderes”, desenvolvida em 1819 na Suprema Corte norte-americana. Reza essa tese que, quando se confere a um órgão estatal determinadas competências, deve-se conferir-lhe, também, os meios para executá-las.
Também acompanhando o relator, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha fez breves considerações sobre a matéria. Ela frisou que o exame da OAB atende plenamente a regra constitucional que condiciona a liberdade ao trabalho ao atendimento de qualificações profissionais estabelecidas em lei (inciso XIII do artigo 5º da Constituição). O Estatuto da Advocacia, acrescentou ela, foi produzido coerentemente com o que a sociedade, em um Estado democrático, exige da OAB. A ministra afirmou ainda que os provimentos previstos no Estatuto (parágrafo 1º do artigo 8º da Lei 8.906/94) são necessários para regulamentar os exames. “O provimento foi a fórmula encontrada para que a OAB pudesse, o tempo todo, garantir a atualidade da forma de qualificação a ser exigida”, disse.
Em sintonia com essa teoria, portanto, conforme o ministro, o Estatuto da Ordem (Lei 8.906/94), com base no artigo 22, inciso XVI, da Constituição Federal, ao regular o exercício da advocacia, conferiu à OAB os poderes para que o fizesse mediante provimento.
No mesmo sentido, segundo ele, o artigo 44, inciso II, do Estatuto da Ordem é claro, ao atribuir à entidade a incumbência de “promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil”.
Por seu turno, o ministro Ayres Britto destacou que o fato de haver, na Constituição Federal, 42 menções à advocacia, à OAB e ao Conselho Federal da OAB já marca a importância da advocacia em sua função de intermediária entre o cidadão e o Poder Público.
Ele citou, entre tais passagens constitucionais, o artigo 5º, inciso XIII, que dispõe ser livre o exercício de qualquer trabalho, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Portanto, segundo  Ayres  Britto, o dispositivo faz uma mescla de liberdade com preocupação social, que é justamente o que ocorre com o exame contestado no RE, pois, segundo o ministro, ele é “uma salvaguarda social”.
O ministro ressaltou, também, o artigo 133 da CF,  uma vez que esse dispositivo estabelece que o advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Também se manifestando pelo desprovimento do RE, o ministro Gilmar Mendes disse que a situação de reserva legal qualificada (o exame da OAB) tem uma justificativa plena de controle. No seu entender, tal controle não lesa o princípio da proporcionalidade, porque o exame contém abertura bastante flexível, permitindo aos candidatos participarem de três exames por ano.
Quanto às críticas sobre suposto descompasso entre o exame da OAB e os currículos das faculdades de direito, Gilmar Mendes disse acreditar que essa questão pode ser ajustada pela própria OAB, em articulação com o Ministério da Educação, se for o caso.
Para o decano da Corte, ministro Celso de Mello, é lícito ao Estado impor exigências com “requisitos mínimos” de capacidade, estabelecendo o atendimento de certas qualificações profissionais, que sejam condições para o regular exercício de determinado trabalho, ofício ou profissão. Segundo o ministro, as prerrogativas dos advogados traduzem meios essenciais destinados a proteger e amparar os “direitos e garantias” que o direito constitucional reconhece às pessoas.
Ainda de acordo com o ministro Celso de Mello, a legitimidade constitucional do exame da ordem é “plenamente justificada”, principalmente por razões de interesse social. Para o decano, os direitos e garantias individuais e coletivas poderão resultar frustrados se for permitido que pessoas “despojadas de qualificação profissional” e “destituídas de aptidão técnica” – que são requisitos “aferíveis, objetivamente pela prova de suficiência ministrada pela Ordem dos Advogados do Brasil" – exerçam a advocacia, finalizou o ministro, acompanhando integralmente o voto do relator.
Os ministros Dias Toffoli e Cezar Peluso acompanharam integralmente o voto do relator.
Fonte: www.stf.jus.br



STF pode acabar hoje com exame da OAB




O Supremo Tribunal Federal colocou na pauta desta quarta-feira (26) o julgamento que vai decidir se o Exame de Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), atualmente obrigatório para os diplomados em direito que quiserem exercer a profissão, é constitucional ou inconstitucional.

A polêmica voltou à tona no ano passado quando o exame bateu recorde de reprovação. Em dezembro de 2010, somente 11 mil dos 116 mil inscritos (9,74%) foram considerados aptos pela OAB para exercer a profissão.

O julgamento que começa hoje pode acabar com o Exame da OAB. Mesmo assim, os preparativos para 5º Exame de Ordem, que está marcado para o próximo dia 30 de outubro, seguem normalmente. 

Recurso Extraordinário (RE) 603583 – Repercussão geral
Relator: Ministro Marco Aurélio
João Antônio Volante X União e Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Recurso Extraordinário contra decisão do TRF da 4ª Região que rejeitou a alegação de inconstitucionalidade do artigo 8º, parágrafo 1º, da Lei nº 8.906/1994 (Estatuto da OAB) e dos Provimentos nºs 81/1996 e 109/2005 do Conselho Federal da OAB, que dispõem sobre a exigência de prévia aprovação no exame de ordem como requisito para a inscrição do bacharel em direito nos quadros da OAB, por ofensa aos artigos 1º, incisos II, III e IV, e 3º, incisos IV e V, da Constituição Federal. Sustenta caber às instituições de ensino superior certificar a aptidão do bacharel para o exercício profissional, e que a sujeição dos bacharéis ao exame viola o direito à vida e aos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade, do livre exercício das profissões, da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e representa censura prévia ao exercício profissional. A União sustenta que a norma constitucional invocada como violada possui eficácia contida, limitada por lei ordinária constitucional. O Conselho Federal da OAB sustenta a inocorrência de contrariedade à Constituição.
Em discussão: Saber se é constitucional a exigência prévia de aprovação no Exame de Ordem para o exercício da advocacia.
PGR: Pelo provimento parcial do recurso.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gabarito ENEM - 2011 - 2º DIA DE PROVA

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano trouxe como tema "viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado".


2º DIA (DOMINGO 23/10) - Provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias



PROVA AZUL –

ESPANHOL
91D 92B 93D 94C 95A

INGLêS
91E 92E 93D 94B 95D

96E 97D 98E 99C 100D 101A 102D 103D 104C 105A 106A 107B 108B 109E 110D 111A 112D 113B 114A 115D 116E 117C 118E 119E 120A 121B 122D 123A 124E 125B 126C 127D 128C 129B 130A 131B 132C 133E 134A 135E 136E 137E 138B 139A 140C 141B 142B 143C 144E 145E 146E 147E 148C 149A 150B 151D 152E 153E 154C 155B 156C 157D 158B 159A 160C 161B 162D 163E 164D 165A 166D 167C 168C 169B 170C 171D 172C 173C 174E 175C 176A 177C 178C 179D 180D

PROVA CINZA

ESPANHOL
91D 92D 93B 94A 95C

INGLêS
91E 92D 93E 94D 95B

96D 97E 98D 99C 100E 101D 102D 103A 104A 105A 106C 107B 108E 109B 110B 111A 112D 113D 114A 115D 116C 117E 118E 119B 120A 121E 122D 123C 124B 125A 126D 127E 128A 129C 130B 131B 132C 133E 134A 135E 136A 137B 138E 139E 140E 141B 142C 143E 144E 145B 146C 147E 148C 149B 150A 151D 152E 153C 154E 155D 156B 157B 158C 159D 160A 161C 162B 163E 164D 165B 166A 167D 168C 169C 170D 171C 172D 173D 174C 175C 176E 177C 178A 179C 180C

PROVA AMARELA

ESPANHOL

91B 92D 93D 94C 95A

INGLêS
91E 92E 93D 94B 95D

96E 97D 98D 99D 100A 101C 102D 103E 104B 105B 106E 107C 108A 109A 110D 111D 112A 113B 114A 115D 116B 117A 118E 119C 120E 121E 122A 123D 124D 125C 126E 127B 128C 129B 130A 131C 132B 133A 134E 135E 136B 137A 138E 139E 140E 141C 142C 143E 144E 145E 146B 147C 148B 149E 150C 151E 152B 153A 154D 155C 156B 157D 158B 159E 160A 161D 162C 163D 164B 165D 166C 167C 168C 169B 170A 171D 172C 173A 174E 175C 176C 177C 178C 179D 180D

PROVA ROSA

ESPANHOL
91D 92B 93D 94A 95C

INGLêS
91D 92E 93E 94D 95B

96D 97E 98A 99D 100D 101D 102E 103C 104B 105E 106C 107A 108A 109B 110D 111D 112A 113D 114A 115B 116E 117C 118E 119B 120E 121A 122C 123B 124D 125E 126D 127A 128C 129B 130A 131C 132B 133E 134E 135A 136E 137E 138A 139B 140B 141C 142E 143C 144E 145B 146C 147E 148E 149E 150E 151C 152D 153A 154B 155D 156A 157C 158B 159E 160D 161D 162B 163B 164C 165C 166C 167A 168D 169D 170C 171B 172C 173C 174D 175D 176C 177C 178E 179C 180A

Gabarito ENEM - 2011 - 1º DIA DE PROVA

Cerca de 5,4 milhões de estudantes realizaram neste sábado e domingo as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2011) em todo o Brasil.


Segundo informações, foram ao todo 90 questões, sendo história, geografia, química, física e biologia no sábado, e linguagens, matemática e redação no domingo.


Os candidatos que deixaram de escrever, na folha de respostas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a frase destacada na capa do caderno de questões ou não marcaram qual a cor da prova que fizeram não terão a prova corrigida.


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova azul:


enem-2011-gabarito


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova amarela:


enem-2011-gabarito


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova rosa:


enem-2011-gabarito


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova branca:




enem-2011-gabarito


Observação: Estes gabaritos foram disponibilizados pelo site http://portuguese.christianpost.com, sendo os mesmos divulgado por professores do cursinho Anglo.


Fonte: http://portuguese.christianpost.com

Luiz Lopes da Silva Neto, o Luizinho - Na CADEIA


Na manhã de ontem, exatamente às 6h20, Luiz Lopes da Silva Neto, o Luizinho, foi capturado. Ele é acusado de matar a ex-companheira, a filha de 8 anos, e outras duas crianças, no município de Lajedo, Agreste do Estado, na semana passada. O assassino foi encontrado vagando no entorno do Sítio Mocos, zona rural do município de Calçados, Agreste de Pernambuco, a nove quilômetros de Lajedo. Populares que transitavam na área reconheceram o foragido e o amarraram, em seguida acionaram a Polícia Militar da cidade de Garanhuns, Agreste do Estado. O 9º Batalhão da PM, em Garanhuns, contactou uma viatura que já estava fazendo diligências na área e, com a ajuda de um policial civil, fizeram a prisão do acusado. 

Segundo a Polícia Civil, o criminoso não chegou a ser agredido. “Os populares não violaram a integridade física do acusado, apenas quando o entregaram para nós, alguns revoltosos apareceram no local e houve um princípio de tumulto, deixamos o local imediatamente e nos dirigimos ao Batalhão da Polícia Militar em Garanhuns,” afirmou o agente da Polícia Civil, Roberto Goes.

Luiz Lopes, quando interrogado, afirmou ter passado essa última semana na zona rural dos municípios de Lajedo e Canhotinho e se alimentou de folhas. Apesar das especulações, Luizinho foi encontrado com a mesma aparência do dia do crime, cabelo grande e barba. Com ele foi achado uma mochila com objetos pessoais, dentro dessa mochila havia uma blusa de uma das vítimas, a filha que ele estuprou e matou a facadas, segundo o acusado, “foi para guardar de lembrança”. 

De acordo com o delegado titular da delegacia de Lajedo, Altemar Mamede, o assassino confessou com detalhes o crime. “Ele inclusive fez toda a cronologia do dia e disse que agiu em legítima defesa. Contou que foi até a casa da ex-companheira, às 11h, levar o dinheiro da pensão da filha deles, R$ 30, como de costume ficou para o almoço e jantar. Às 22h, iniciou-se uma discussão entre ele e a ex-companheira. Ela teria tentado matá-lo com uma faca, para se defender, desferiu golpes com uma marreta na cabeça de Rosilene Lopes da Silva e em seguida a esfaqueou. A filha deles, Fernanda Lopes de 8 anos, tentou impedir o pai e terminou sendo estuprada e asfixiada com um lençol. As duas outras crianças, Nayane de 3 anos e João Vitor de um ano e meio, filhos de Rosilene, foram afogados em um tambor de água porque estavam chorando muito”, contou o delegado.

Luiz Lopes deixou 9º BPM e foi conduzido para a Cadeia Pública de Lajedo. De lá, o acusado será recolhido para algum presídio das proximidades. O delegado não quis revelar o nome por questões de segurança. O preso está em cela separada dos outros detentos para evitar que o mesmo seja linchado.

“Ele vai ser indiciado por quatro homicídios qualificados e um estupro qualificado, dentro das qualificações estão: motivo fútil, meio indicioso e cruel e meio que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima,” esclareceu o delegado. O Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Medicina Legal (IML) devem entregar ainda essa semana o laudo do crime, se confirmado o estupro, ele responderá por mais um crime: estupro de vulnerável. “Vamos esperar os resultados, mas como já temos a confissão podemos calcular uma pena de 110 anos de prisão em regime fechado,” concluiu o Mamede. O delegado ressalta que o mérito da prisão se deve a população que colaborou com informações valiosas, bem como a Imprensa que fez a divulgação, facilitando a identificação do criminoso.

Fonte: folhape.com.br

Império do Forro de Bolso deve pagar R$ 6 milhões





Brasília - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 6 milhões a Império do Forro de Bolso, empresa têxtil pernambucana responsável por importar toneladas de lixo hospitalar dos Estados Unidos. A companhia marítima Hamburg Süd, dona do navio que trouxe os dois contêineres apreendidos no Porto de Suape nos dias 11 e 13 de outubro, será multada em R$ 2 milhões.

O órgão ambiental aplicou multa de R$ 2 milhões a cada um dos três estabelecimentos da Império do Forro de Bolso interditados nas últimas semanas: dois galpões e uma loja localizados nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama. Em nota, o Ibama informou que as multas se devem a danos causados ao meio ambiente pelo material irregular, classificado como potencialmente infectante pela legislação sanitária brasileira.

Ainda na nota, o órgão defende que os dois contêineres, com cerca de 46 toneladas de tecido com a logomarca de hospitais norte-americanos e manchas que o Instituto de Criminalística de Pernambuco analisa para saber se são de sangue, devem ser devolvidos aos Estados Unidos. Já as cerca de 25 toneladas encontradas na loja e nos galpões da Império do Forro não podem, segundo o Ibama, ser devolvidos e devem ser incinerados por uma empresa especializada. O material encontrado nos estabelecimentos é, provavelmente, proveniente de seis contêineres que a Império do Forro recebeu este ano da mesma exportadora norte-americana e que não foram inspecionados pela alfândega.

Procurada pela Agência Brasil para se manifestar sobre a multa, a empresa Hamburg Süd não se pronunciou.

Fonte: Agência Brasil
Fonte: folhape.com.br

Dicionário "matutês"

"O"

Obrar – Defecar, cagar 
Oiça – Audição, ouvido (Ela está com as oiças doentes) 
Oitão - Corredor lateral entre a casa e o muro do quintal 
Oiti - Ânus 
Ôxe ou oxente – Exclamação de surpresa

Dicionário "matutês"

"N"

Nebrina - Sereno 
Nesga ou Nesguinha - Pedaço pequeno, minúsculo 
Nó-cego – Dificuldade; pessoa ou coisa complicada 
Noda – Nódoa, mancha 
Nojento – Que causa nojo; pessoa suja, que não se incomoda com a sujeira 
Nojo – Aquilo que provoca asco ou repugnância 
Nove-horas – Melindre, facilidade de magoar-se (Fulano é cheio de nove-horas) 
Novela – Situação de difícil solução, interminável 

Dicionário "matutês"

"M"

Macaca – Estado de pessoa irritada, raivosa (Ele estava com a macaca) 
Maçaroca – Grande quantidade de objetos desordenados (Era uma maçaroca de papel) 
Madorna – Dormir (Vou tirar uma madorna) 
Mafuá - Bagunça; confusão 
Malamanhado – Mal vestido 
Malassada – Omelete 
Maloqueiro - Moleque, vagabundo 
Maluvida – Pessoa sem educação, malcriada 
Mamão – Homem tolo, abestalhado; seio volumoso 
Mané - Tolo 
Mangar – Gozar, rir de alguém 
Mangote – Grande grupo de pessoas (Tinha um mangote de velhas na missa) 
Manzanza – Lentidão; pessoa lenta 
Mão-de-vaca – Indivíduo pão-duro, sovina, pirangueiro 
Marinete - Carro tipo perua, utilitário 
Marmota - Pessoa desajeitada, mal-vestida 
Marretar – Roubar 
Mas é nada! - Interjeição indicando discordar, não permitir algo 
Massa - Coisa boa, agradável (A festa foi massa) 
Mata-fome - Bolacha 
Matar - Maturbar-se pensando em alguém (Vou matá-la na mão) 
Matulão – Sacola de couro; bizaco 
Meganha – Soldado; recruta 
Meiota – Metade de uma garrafa de cachaça 
Melado - Embriagado 
Meleca – Secreção nasal, catota 
Meter o sarrafo - Agir energicamente 
Miolo-de-pote - Bobagem, conversa fiada 
Misto – Caminhão com metade da carroceria transformada em cabine para o transporte de passageiros: a outra metade leva as cargas 
Mixuruca - Objeto pequeno, de pouco valor 
Mocréia - Mulher feia; mulher sem classe 
Mondrongo – Engenhoca sem utilidade, coisa malfeita 
Mormaço – Ambiente sem ventilação, quente e úmido 
Mosqueiro – Restaurante malcuidado, sujo 
Mufino - Medroso, covarde 
Muiar - Molhar 
Mulesta-dos-cachorros - Ira, raiva (Ele ficou com a muleta-dos-cachorros) 
Mundiça – Ralé, pessoa (s) sem educação 
Munganga – Careta, trejeito 
Munheca-de-pau – Motorista sem habilidade, mau motorista 
Muquirana - Indivíduo pão-duro, sovina, pirangueiro. 
Muruanha – Muriçoca 
Murrinha - Coisa emperrada; pessoa com raiva 
Mussiça – Macia; carne sem osso 

domingo, 23 de outubro de 2011

Perguntar não ofende e nem arranca pedaço

Um leitor (a) do Blog deixou as seguintes perguntas para o chefe do Executivo Estadual, sobre as suas obras em Belo Jardim, como o leitor (a) diz perguntar não ofende, vamos as perguntas:
Quando é que Belo Jardim vai ter o SAMU?
Quantas obras o Governo Estadual fez em Belo Jardim?
Quando irá começar a estrada que liga Serra do Ventos a Barra de Farias?
Quando o Governo do Estado irá roçar os matos que estão invadindo a PE João Bezerra Filho?
Quando irá começar a reforma na Delegacia Regional de Belo Jardim?
Quando o Governo do Estado irá dar inicio a reforma do Terminal Rodoviário de Belo Jardim?
Quando mesmo o Governo Dudu Campos irá assinar a ordem de serviço para a reforma do Fórum em Belo Jardim que está com a estrutura comprometida?
Com a palavra o Governo do Estado.
Fonte: Blog Paredão do Povo

sábado, 22 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pai americano embriagado usa menina de 9 anos como motorista


Imagens de câmeras de segurança estão sendo usadas como provas contra Shawn Weimer, americano acusado de ter deixado que sua filha de nove anos dirigisse a van da família enquanto ele estava bêbado no banco de passageiros.

As imagens foram obtidas quando a menina desceu do banco do motorista ao parar em um posto de gasolina no Estado do Michigan.

Outro motorista assistiu à cena e chamou a polícia, que interceptou o veículo.

A menina aparentemente já tinha experiência ao volante e não entendeu porque foi parada.

O policial afirma que lhe perguntaram a idade, ela respondeu que tinha nove anos e em seguida perguntou ao guarda porque tinha sido parada, já que estaria dirigindo "direitinho".

O pai se recusou a falar com repórteres ao sair do tribunal.

Mas a polícia diz que depois de serem parados, ele afirmou ter levado a filha para uma aula de direção e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

A filha disse que ele havia bebido uísque a noite inteira.

Juízes federais: greve por aumento salarial

Na tentativa de pressionar o governo para obter reajustes de seus salários, os juízes federais e trabalhistas vão paralisar suas atividades em 30 de novembro. Até lá, a Justiça Federal vai segurar as intimações em processos envolvendo a União. Com isso, casos em fase de execução, nos quais a União está prestes a receber verbas, serão atrasados. As intimações e citações vão ser liberadas somente depois da paralisação. Duas entidades já aderiram ao movimento, que defende a elevação do salário de ministro do Supremo Tribunal Federal: a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho.

Fonte: Blog do Magno Martins

 

Hotel compra lençol barato em Santa Cruz do Capibaribe - PE

Segundo ele, nem todo o enxoval é oriundo de lixo hospitalar


O proprietário do hotel Stylus, em Timbaúba, onde foram encontradas algumas camas forradas com lençóis que estampavam a expressão “healthcare”, que quer dizer “serviço de saúde” em inglês, alegou que adquiriu o enxoval por ser mais barato que os lençóis comuns. Marcondes Mendes disse ainda que está sempre renovando o enxoval e que faz questão de comprar na cor branca, e nem sempre há disponibilidade no mercado local.

“Renovo sempre o estoque, compro lençóis de vários tipos, mas tem que ser branco, porque lavamos com água sanitária”, afirmou Mendes, que também informou à reportagem da Folha de Pernambuco que os lençóis melhores custam cerca de R$ 12. “Esses hospitalares, que eu nem sabia que eram, custavam muito menos, não sei bem precisar o quanto”, argumentou.

Marcondes ainda revelou que comprava o lençol sem acabamento. “Na verdade, eu comprava o lençol na loja, sem abanhado, levava para a costureira abanhar e depois lavava tudo na água sanitária. Estamos sendo vítimas. Quem comprou os lençóis não fez por mal. Tenho certeza disso”, garantiu.



Fonte: Folha de Pernambuco Digital, com informações de Jamille Coelho, da editoria de Geral

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Piscina na corbetura

Capacete - Uso Obrigatório

Esposo gordo

Um estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, verificou que as mulheres não se importam que os homens engordem desde que, ao mesmo tempo, aumentem sua conta bancária. A informação foi noticiada pelo site Daily Mail.

Fonte; Chongas


UMA VERDADE...

Os três últimos pedidos de Alexandre O Grande:
1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados como prata, ouro e pedras preciosas;

3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões desses pedidos e ele explicou:


1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas
possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Pense nisso....

Fonte: Blog do Cláudio - Migulin

Paixão de Cristo - Nova Jerusalém - PE

Nova Jerusalém: idealizador revela origem do Drama da Paixão

Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som, criador do Drama da Paixão conta como surgiu o espetáculo, como Nova Jerusalém foi construída e lembra o dia em que o Cristo quase foi devorado pelas formigas.




Empresário e político, Epaminondas Cordeiro de Mendonça nasceu a 08 de julho de 1897 e, em 1924, fixou residência em Fazenda Nova, com o objetivo de tratar da saúde, pois o lugarejo era famoso por conta do clima e de fontes de água mineral. Na época, não havia nem estrada de barro e, para que seus negócios não fossem à falência, ele teve uma idéia: atrair a clientela com a montagem de um "Drama do Calvário".

O espetáculo vingou e acabaria dando origem à atual Nova Jerusalém. No depoimento que reproduzimos aqui, prestado ao Museu da Imagem e do Som de Pernambuco e publicado em 1975 pelo Jornal da Cidade, do Recife, Epaminondas Mendonça conta como tudo começou. 


MISPE - Antes de vir para Fazenda Nova, o que fazia o senhor? 

Epaminondas - Eu trabalhava no comércio, na cidade de Quipapá, desde 1914. Em 1924, a bem da saúde, vim para Fazenda Nova. Em 1927, transferi minha casa comercial para Panelas, neste Estado, onde fui exercer o cargo de prefeito do município. Em 1928, consegui do governador Estácio Coimbra a elevação de Fazenda Nova à categoria de vila e sede do distrito de Mandaçaia, a que pertencia Fazenda Nova. Em 1930, na revolução getulista, voltei para Fazenda Nova. 

Em 1931, coordenei uma comissão para examinar a água de Fazenda Nova e consegui que esta comissão adquirisse os terrenos onde estão situadas as águas minerais. Em 1934, fundei o primeiro hotel de Fazenda Nova, o Hotel Familiar. Em 1940, fui para o Recife educar a família, os filhos, que já eram nove, e voltei em 1945, fundando novo hotel e a casa comercial. Em 1951, as coisas andaram pretas para o hotel: funcionando mal, pouca gente, não tinha concorrência que pagasse as despesas. Até então não tinha estrada. Em 1951/52 idealizei o "Drama do Calvário" para chamar o turismo para Fazenda Nova. 

Nesse tempo, não se falava em turismo em Pernambuco, falava-se em turismo na Alemanha. Lendo uma revista, encontrei o drama de Oberabergau: uma terra que vive exclusivamente de turismo, na Alemanha. Uma revista americana publicava sobre o drama de Oberabergau. Meu filho Luiz, que fez a parte de Cristo até o ano passado, ou melhor, retrasado, conseguiu com um amigo dele, um coletor de gravatá, fazer o "Drama do Calvário". No ano de 1952, inaugurávamos o espetáculo, em palcos de táboas de pinho, na Vila de Fazenda Nova, já então com três hotéis, todos fazendo pouco negócio, e o espetáculo pouco rendimento deu. Até aí, os freqüentadores eram pessoas das cercanias: Brejo da Madre de Deus, Caruaru, São Caetano. Não deu muito rendimento. 

MISPE - Quem eram os atores? 

Epaminondas - Os atores eram todos da terra, somente Luiz e um rapaz do Recife trabalhavam como atores. Luiz, meu filho, dirigia o teatro. Todo o teatro, no primeiro ano, foi feito com o povo de Fazenda Nova. No segundo ano, trouxe um rapaz que trabalhava num circo para fazer a figura mais forte, que era a do Judas, e Miguel Errante. Depois do terceiro ano, trouxemos um para, para Caifaz, e então trouxemos o Clênio Vanderley, fazendo o papel de Judas Iscariote e Caifaz. A partir de 1959, o drama não foi mais em palco, foi na vila de Fazenda Nova, de casa em casa. A fonte de Fazenda Nova passou a fazer quase a maior parte do drama: a encenação do calvário, o morto, o cenáculo, a ressurreição, tudo se fazia nas pedras da fonte. E o espetáculo, então, foi melhorando e no terceiro ano tivemos grandes concorrências do Recife. Já aí vinham dois ônibus de turismo da prefeitura do Recife. 

A prefeitura do Recife inaugurou o turismo, criando um departamento que não se chamava de turismo, mas Departamento de Documentação e Cultura. Consegui dois ônibus fretados pela prefeitura e, assim, fazia no meu hotel e nos outros hotéis hospedagem barata para esse povo, com passagens baratas. Era uma média, entre tudo, de dez cruzeiros para cada pessoa que vinha assistir ao drama três dias. O espetáculo saía barato, com dez "contos" o pessoal assistia e pagava na prefeitura todas as despesas, de transporte, de comida. O drama era gratuito, não se pagava nada. Foi progredindo e aí, no segundo ano, terceiro ano, devido à afluências de muitos turistas de Maceió, da Bahia e de outros lugares... 

Já no quarto ano, veio uma artista da Bahia, uma moça que trabalhava em teatro na Bahia, e o drama foi de vento em popa, subindo até que, em 1958, atingiu o auge e em 1959, já com a direção de Plínio Pacheco, deu o máximo de rendimento: cerca de seis mil pessoas. Oitocentos automóveis encheram Fazenda Nova completamente e quase não se foi possível levar o drama, foi preciso a Polícia Rodoviária para conter os automóveis. Fez-se o drama pela cidade, quase não se podia trabalhar. A assistência superlotou toda a vila.

MISPE - Como foi que Plínio Pacheco apareceu em Fazenda Nova? 

Epaminondas - Plínio Pacheco veio aqui para assistir ao drama e, então, enamorou-se de Diva, no carnaval, e casou-se com ela. Tornou-se, então, uma pessoa ligada inteiramente ao "Drama do Calvário".

MISPE - Dona Diva fazia o papel de que? 

Epaminondas - Fazia o Satanás e a bailarina. O primeiro papel dela foi Satanás, na pedra da fonte. A princípio, quase toda minha família levou as partes principais: eu fiz o Caifaz, porque não tinha quem quisesse fazer; José, meu filho mais velho, fez José de Arimatéia; Diva fez o Demônio; Geni fez a Verônica; Paulo fez Pilatos durante muitos anos; Marly, sua esposa, fez Madalena; Nair fez Maria santíssima; toda a família. No ano de 1959, verificamos que não se podia mais fazer o drama na vila, era impossível. Enchia-se completamente de automóveis, de gente, vozes extras, tudo. As casas ficavam completamente cheias de gente, os postes das ruas ficavam cheios de gente, as árvores lascavam-se de tanta gente, as pedras, que faziam parte dos cenários, ficavam completamente superlotadas de gente, era preciso a Polícia para deter os assistentes que invadiam o palco principal, a fonte. 

Combinou-se, então, que havia de se encontrar um terreno para fundar um teatro ao ar livre que adaptasse todo o espetáculo. Aí, Plínio comprou um terreno, com apoio da Sociedade Brasileira de Teatro, que forneceu a importância de CR$ 200,00. Plínio, então, deu início a esse espetáculo, saiu fora da órbita do antigo espetáculo, eu nem tomei mais parte. Já éramos um simples assistente, minha senhora e eu. Minha senhora adoeceu mas, como não queríamos perder o primeiro espetáculo na Nova Jerusalém, ela foi numa ambulância, transportada numa maca, para ir comigo assistir ao espetáculo, já no governo de Nilo Coelho. 

MISPE - Gostaríamos que o senhor recordasse fatos pitorescos neste drama. 

Epaminondas - No primeiro ano do espetáculo houve um fato curioso que é necessário frisar: fazia-se uma cova rasa no chão e deitava-se o Cristo nos lençóis, dentro da cova. Não era como hoje, que é de pedra. Então levamos o Cristo, depois da cruz, para enterrá-lo na cova rasa. Jogamos o Cristo dentro da cova. A cova era de terra e tinha formiga preta. Quando foi preciso tirar o Cristo de dentro da cova, ele estava sendo devorado pelas formigas, estava todo cheio, na perna. 

MISPE - E ele não reclamava? 

Epaminondas - Não,para não prejudicar o espetáculo. Estava quase sendo devorado pelas formigas, milhares de formigas no corpo todo. Ele teve que fazer a ascensão suportando as picadas das formigas.Depois de tudo feito é que ele pode tirar as formigas.

MISPE - Por que o senhor decidiu criar o Drama da Paixão? 

Epaminondas - Eu não disse ainda porque fiz o "Drama do Calvário". Vou dizer agora: os hotéis, que já eram em número de três, estavam quase paralisados e eu li essa revista e, com Luiz, idealizei esta peça e bolamos o primeiro ano. Um jornalista me entrevistou e me perguntou por que eu levei o "Drama do Calvário", se era promessa, religião ou coisa que o valha. Meus filhos até levaram a mal, mas eu disse então: nada disso! Eu quero dar início, em Pernambuco, a um movimento turístico e Fazenda Nova se adapta a Oberabergau. O jornalista me perguntou se era turismo, e eu disse que é. Não vou dizer que é promessa, religião ou política. O meu objetivo é fazer com que Fazenda Nova encha os seus hotéis. E, de fato, já no segundo ano, os hotéis foram de vento em popa. Todos superlotados. Com o lucro conseguimos comprar o Grande Hotel e prepara-lo para o drama. 

MISPE - O senhor acredita que o espetáculo de Fazenda Nova tenha modificado, de alguma forma, a região, o povo da região? 

Epaminondas - Quando chegamos aqui, encontrei 13 casas, em 1924. Hoje (nota da redação: 1975), a estatística apurou que há 511 casas em Fazenda Nova. Fazenda Nova cresceu pouco em comércio, porque durante o ano o comércio não tem muito movimento. Sua agricultura não cresceu muito, sua criação de bovinos e eqüinos, de todos os animais, não tem desenvolvido muito. Porém, o "Drama do Calvário" fez com que tivéssemos quatro hotéis.




Veja mais:
Nova Jerusalém, a Cidade-Teatro


Localizada no Distrito de Fazenda Nova, no município de Brejo da Madre de Deus, a 204 km de Recife, Nova Jerusalém é uma réplica da antiga Jerusalém dos tempos de Jesus Cristo. Com 100 mil m² de extensão, tem uma área (cercada por uma grande muralha de pedras) equivalente a 1/3 da Jerusalém original, onde Jesus viveu seus últimos dias. 
Considerada o maior teatro ao ar livre do mundo, a cidade-teatro tem 09 palcos gigantes (reproduzindo, entre outros, o Palácio de Herodes, o Fórum de Pilatos, o Cenáculo da última Ceia), onde o Drama da Paixão é encenado, ao vivo, por atores profissionais e dezenas de figurantes, estes recrutados entre a população local. 

Nova Jerusalém foi construída por iniciativa de Plínio Pacheco, um jornalista gaúcho que em 1956 veio a Fazenda Nova, assistir a um espetáculo sobre a Paixão de Cristo que ali era celebrado há anos. Plínio acabou ficando, casou com uma filha do criador do espetáculo original (empresário Epaminondas Mendonça) e, entre 1962 e 1967, ergueu a cidade-teatro. 

Nova Jerusalém foi inaugurada em 1968, em meio à paisagem seca do agreste pernambucano. 


Parque de Esculturas Nilo Coelho 

Localizado no entorno de Nova Jerusalém, numa área de 60 hectares, onde estão distribuídas várias esculturas em pedra, lavradas por artesãos locais. São toneladas de pedras transformadas nos mais representativos tipos nordestinos, como o agricultor com enxada, a mulher rendeira, mulher raspando coco, tocador de pífano, violeiro, sanfoneiro, capitão do cavalo-marinho, Lampião e Maria Bonita, bacamarteiros e outros. O peso das monumentais figuras em pedra varia de 07 a 15 toneladas. 

Fonte: Pernambuco de A a Z