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sábado, 17 de dezembro de 2011

O sucesso do HABIBI´S




HISTÓRIA DE SUCESSO DO HABIBI´S
Duas das maiores lições que o português Alberto Saraiva, dono da rede de comida árabe Habib';s, diz ter aprendido vieram da época em que passou a administrar uma velha padaria de bairro que ele herdou do pai. A primeira foi persistir sempre. Já a segunda representa até hoje a principal estratégia de seu negócio: não basta vender a preços justos, eles têm que ser "extremamente baratos". Conheça um pouco mais dessa história, na entrevista concedida ao repórter Gustavo Poloni, da Revista EXAME.
- De onde é a sua família?
Nasci em Veloza, uma aldeia no norte de Portugal. Fica na Serra da Estrela, famosa por aquele queijo de ovelha que é uma delícia. Nós portugueses falamos que é o melhor do mundo, para o desgosto dos franceses.
- Quantos habitantes tem a aldeia?
Na época, tinha umas 200 pessoas. Recentemente conheci o lugar e ele deve ter umas 100, 150 pessoas. As casas são bem simples, construídas de pedra. Hoje só moram pessoas de idade. É uma coisa bem rudimentar. Meus pais se conheceram nessa aldeia e se casaram. Eles eram camponeses, viviam de plantação de uva, faziam vinho. Eles viviam do que plantavam. Meu pai sempre queria alguma coisa a mais, sempre sonhava - como a maioria dos imigrantes. Quem imigra sai do país porque a situação não está boa, porque está procurando alguma coisa melhor. Então, eles decidiram vir para o Brasil.
- Vieram para cá por quê?
Porque queriam uma vida melhor. Lá a vida era muito difícil. Eles não passavam fome, não eram miseráveis. Mas viviam numa casa sem geladeira, com fogão à lenha, montada pedra sobre pedra. Eles viam que ali não tinha futuro e queriam uma coisa melhor. Naquela época, um dos irmãos do meu pai já tinha vindo para o Brasil e chamou o meu pai. A minha mãe estava grávida e quando foi embarcar o pessoal não deixou porque a viagem de navio era longa e tinha algum risco. Ela ficou e eu nasci lá. Seis meses depois, quando eu já poderia viajar, ela veio e se encontrou com o meu pai.
- Vieram para onde?
Para São Paulo. Sem emprego garantido, com uma mão na frente outra atrás, sem dinheiro. Vieram sonhando com um futuro melhor. Vieram na raça e na coragem, na crença. Meu pai trabalhou muitos anos aqui como empregado. Um dos primos dele era sócio de uma padaria. Então meu pai conseguiu um animal com uma charrete e passou a entregar os pães da padaria na casa das pessoas.
- Onde era isso?
Na Freguesia do Ó (zona norte paulistana), onde a gente morava numa casa muito humilde. Meu pai ganhava muito pouco entregando pães. Ele chegou a trabalhar com distribuição de bebidas, era uma daquelas pessoas que carregavam as bebidas para entregar nos bares. Ele teve uma vida difícil na capital. Aí ele resolveu mudar para o interior. O aluguel era caro e ele não tinha formação, tinha parado de estudar no primário. Fomos para Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, uma cidade que hoje tem uns 30, 40 000 habitantes.
- Quantos anos o senhor tinha?
Cinco anos. Meu irmão do meio, Belchior, tinha acabado de nascer. Lá nós vivemos até os 17 anos. Meu pai fez uma vida lá.
- O que seu pai fazia?
Ele tinha uma representação de doces, vinha buscá-los em São Paulo e entregava nas cidades no norte do Paraná. Naquela época era uma dureza, não tinha nenhuma estrada asfaltada. Quando chovia não dava para ir a lugar nenhum. Ele enfrentou essa situação e conseguiu ir bem. Formou uma freguesia de doces nas cidades em volta de Santo Antônio da Platina. Fiquei lá até os 17 anos, tive uma vida boa. Não tinha uma boa posição social, mas tinha uma vida feliz.
- Onde o senhor estudava?
Num colégio público. Sempre fui muito religioso, queria ser padre quando era mais novo. Era coroinha da igreja. Minha mãe me disse para esperar mais um pouco para decidir. Sempre com muita crença, com muita fé. Tinha missa às 5h30 da manhã e eu era o coroinha que ajudava na missa.
- O senhor é católico?
Sou católico. Atualmente estou frequentando uma igreja presbiteriana no Morumbi. Comecei há alguns anos, mas a crença é sempre muito forte. Na verdade essa coisa de ser católico ou presbiteriano é secundária. O importante é a fé que você tem em Cristo, a crença que você carrega no coração. Não a denominação da igreja, da religião. Fiz escola pública, estudei lá a vida inteira. O nome era Colégio Estadual Rio Branco. Hoje é um dia especial para mim, porque o meu filho tem 14 anos e ele está fazendo o vestibular junto dessa turma. Essa coisa eu trouxe do meu pai. O moleque tem 14 anos e tem responsabilidade. Leu o livro, participou do curso e está aí fazendo os cursos no meio da turma. Quando eu era mais novo meu pai fazia muito isso comigo. Essa coisa de ser comerciante. Meu pai me carregava, ia comigo nas vendas. A viagem durava uma semana, saíamos na segunda-feira, fazíamos um trajeto e voltávamos no sábado. Meu pais às vezes fazia eu ir na frente para vender os doces. Ele sempre me puxou para esse lado comercial. Sempre fui uma pessoa desinibida, de bom relacionamento, uma pessoa que não fica na dúvida se vai ou não. Sempre tive essa característica.
- Então o senhor sempre quis ser comerciante?
Desde pequeno, meu pai colocou na minha cabeça que eu deveria ser médico. E eu embarquei nessa história.
- Já tinha desistido da idéia de ser padre?
Já, já. Deixei essa idéia de lado quando conheci a Terezinha. Na igreja tinha os três pastorinhos. No mês de maio, você vai à igreja e reza o terço lá na frente. Quem puxa tudo são os três pastorinhos, que são formados por duas meninas e um menino. E eu era esse menino. Nessa época conheci a Terezinha, que era uma das meninas. Era uma coisa muito inocente, mas já vi que a minha coisa não era ser padre. O meu sonho nessa época era ser médico.
- O senhor estudava para isso?
Eu era esforçado. Mas o colégio era estadual, no interior. Era um colégio bom mas limitado para concorrer a uma vaga em Medicina. Fiquei com esse sonho e aí vim para São Paulo para fazer cursinho e o terceiro colegial. Tinha 17 anos. Morei na Pompéia com meus tios e fazia o terceiro colegial no Jácomo Estávalo, um colégio estadual na Freguesia do Ó. E o cursinho eu fazia no Etapa, numa travessa da Augusta. A vida era difícil: pegava duas conduções para ir ao colégio e duas para voltar. No cursinho era a mesma coisa. Tinha dia que pegava seis, sete conduções no mesmo dia. Acordava cinco horas da manhã, ia para o cursinho, voltava à tarde e depois ia para o colégio. Nessa época meus pais resolveram mudar para São Paulo porque eles não queriam que eu ficasse longe. Meu irmão tinha 12 anos e a irmã, 7 anos. Aí prestei vestibular em seis faculdades e tomei pau em todas.
- O que seu pai disse?
Ele sempre teve uma característica de persistência. Ele disse: filho, você precisa continuar, ser persistente, dar um passo a mais. Você vai chegar lá. Não desiste. Eram frases que ele costumava repetir muito.
- Nessa época a família estava melhor de vida?
Depende. Morávamos no Pari, numa casa humilde que ficava em cima de um boteco. Um lugar central, mas uma localização ruim. Às vezes eu chegava do cursinho e tinha um cara fazendo xixi na porta de casa. Meu quarto era em cima do bar, de assoalho e não laje. Eu ouvia tudo o que acontecia lá. A vida era de dificuldade.
- Mas o senhor não estudava para ajudar na renda da casa?
Não. O meu objetivo era entrar na faculdade. Eu prestei vestibular novamente para seis ou sete faculdades e não consegui passar de novo. Eu tinha passado o ano estudando no cursinho. Meu pai de novo: segue em frente, não desiste. Tinha aquela coisa de ser mesmo. Nunca me desviei para fazer outro curso, tinha aquela determinação. Essa é uma característica da família. No terceiro ano, prestei novamente e desta vez consegui entrar em todas as faculdades que prestei: ABC, Unimar, Santa Casa, que era um hospital escola. Resolve escolher a Santa Casa e fiquei lá. Nessa época tive mais uma surpresa da vida, uma tragédia na família.
- Quem pagava a faculdade?
Meu pai. Cheguei a trabalhar dois ou três meses de digitador no banco Itaú. Meu pai via que ou eu fazia isso ou entrava na faculdade. Entrava no trabalho às 20h00 e saía de lá 2h00 da manhã digitando. Não tinha nada a ver comigo. Cheguei a ser registrado. A mensalidade da Santa Casa não é cara, hoje deve custar uns 1 000 reais.
- Nessa época o seu pai trabalhava com o quê?
Ele era sócio de uma padaria na Vila Maria. Era uma padaria simples, tinha 15% do negócio. Era com isso que ele se sustentava.
- E a sua mãe, também trabalhava?
Não. Quando entrei no primeiro ano ele vendeu a parte dele da padaria na Vila Maria e comprou uma padaria no Belenzinho. Lá ele comprou sozinho e chamou um rapaz de Santo Antônio da Platina para ser o gerente dele. Essa padaria tinha muita coisa ruim. Na verdade ele não comprou, os caras passaram para ele. Deu um sinalzinho pequeno e pagou o restante em parcelas.
- Que ano foi isso?
Isso foi em 1983. A padaria existe até hoje, mas na época era muito ruim. Ela era cercada por outras cinco padarias. Não tinha como o cliente chegar nela sem passar por uma padaria concorrente. Padaria velha, ruim, com forno à lenha que demorava duas, três, quatro horas para fazer pegar fogo na lenha. Era ultrapassada, tudo velho, tudo ferrado. Funcionário qualificado não tinha nenhum. Só padeiro ruim, tudo ruim. E ele comprou na esperança de transformar a padaria numa padaria melhor. No 19º dia que ele tinha comprado a vida trouxe uma surpresa muito ruim para nós. No domingo, o gerente era quem ficava no período da noite. E esse gerente, o Lourival, tinha um casamento à noite e pediu para trocar com o meu pai. Fui levar meu pai para o serviço às quatro horas da tarde no domingo. A gente tinha um Opala velho e às vezes ele deixava eu ficar com o carro. Quando voltei às 23h00 para buscá-lo ele tinha falecido. Dois assaltantes roubaram e mataram o meu pai dentro da padaria. Foi uma tragédia, não pude me despedir do meu pai. Para mim, meu pai era um herói, vivia me incentivando, me dando força.
- Como o senhor lidou com a situação?
Tive uma fase muito difícil na minha vida. Em agosto, quando ele foi assassinado, tranquei a matrícula da faculdade e assumi a padaria. Foi muito difícil. Teve até um momento em que pensei desistir. Ficava lá, via o buraco dos tiros, não tinha clientela, os padeiros me largavam na mão. Às vezes eu chegava de manhã e não tinha pão, tinha que buscar na padaria concorrente. Entrava pelos fundos e os clientes me viam chegar com o pãozinho. Passava uma vergonha desgraçada.
- A padaria era a única fonte de renda da família?
Era. Não tinha mais nada. Estive para desistir quando aconteceu um lance que quem tem fé acredita. Peguei um táxi às 4h30 da manhã para ir à padaria e comecei a me lamentar com o taxista. Disse que ia desistir, que tinha perdido o meu pai, não tinha mais fé, tinha quebrado a perna, meu irmão tinha capotado o carro. Falei que ia fechar a padaria, que ia sair fora. Tentei algum dinheiro com os meus tios, que disseram que aquilo não tinha jeito, que o melhor era voltar a estudar medicina. Eles até se ofereceram para me ajudar nos estudos, mas não queriam ajudar na padaria. Quando eu desci do táxi, o motorista repetiu as mesmas palavras que me pai dizia na época do vestibular.
- O que ele falou?
Ele falou: não desiste, tem que caminhar, tem que dar um passo a mais. As mesmas palavras que o meu pai falava, do mesmo jeito. Nem paguei a corrida, acho que o cara ficou com dó de mim. Entendi isso como uma mensagem e quando entrei na padaria ajoelhei, pedi perdão para Deus porque estava revoltado com a tragédia toda. Decidi que ia mudar a minha vida. E aí parece que eu ganhei uma força extra.
- Quantos anos o senhor tinha quando seu pai morreu?
Eu tinha 20 anos. Aí eu mudei a minha vida. Fui para dentro da padaria e virei padeiro. Aprendi a fazer pão, a mexer no forno. Acordava e acompanhava o trabalho do padeiro. Comecei a entender de pão e nessa época, com as dificuldades da padaria, aprendi a maior filosofia que tenho que é vender a preço acessível, que é vender barato. Naquela época, o pão era tabelado pela Sunab e os donos de padaria falavam que ele não dava lucro nenhum. Como eu estava desesperado, coloquei o preço 30% mais barato que o da tabela da Sunab. Além do preço, eu tinha uma promoção: compre 10 leve 12. E aí começou a aparecer cliente, a aparecer padeiro de rua. O cara vinha com um carro, comprava os pães para vender para os bares e lanchonetes da região. Pouco depois eu tinha muitos padeiros de rua trabalhando para mim. A padaria começou a melhorar, eu entendia do assunto e comecei a trocar os equipamentos. A padaria acabou sendo a melhor do bairro. Nasceu ali essa parte comercial. Pensei comigo: quando eu tiver alguma dificuldade na minha vida, já sei como resolver. Com o preço. Não barato, extremamente barato. Não justo, extremamente barato. Nunca mais esqueci disso aí e hoje aplico essa filosofia em todos os meus negócios. Esse é um dos motivos do crescimento da nossa rede.
- Ficou quanto tempo com a padaria?
Um ano. Logo vendi e ganhei meu primeiro dinheiro. Vendi para quatro sócios. Não lembro quanto foi, mas foi um dinheiro legal. Deu uma tranqüilizada. Voltei para a faculdade de medicina, para completar o primeiro ano. Quando eu estava no terceiro ano tranquei a matrícula de novo. Não sabia se queria tocar o negócio ou ser médico. Isso porque depois da padaria comecei a ter um monte de negócios: boteco, barzinho, restaurante, pastelaria. Onde eu ia aplicava a filosofia do preço e os meus negócios estavam sempre lotados. Tive uma pastelaria em Guarulhos que vendia muito pastel. Por persistência, voltei para a medicina pela terceira vez.
- Quanto tempo o senhor ficou afastado da faculdade?
Na primeira vez, por um ano e meio. Depois de um ano voltei de novo e me formei. Sou conhecido na Santa Casa porque passei por três turmas. Hoje tenho dificuldade para dizer de que turma são meus amigos. Entrei na 11ª turma e me formei na 13ª.
- O senhor chegou a exercer a profissão?
Só durante o quinto e sexto anos. Ficava nos hospitais.
- Era bom como médico?
Comecei a ver que o que me dava mais prazer de fazer as coisas era no comércio, e não na medicina. Era um bom aluno na faculdade porque eu trabalhava. Naquela época eu já tinha os meus negócios. Comecei a ver que era no comércio que eu gostava de ficar, trabalhava até 16 horas e não cansava. Na medicina, não. Os plantões eram demorados, cansativos. Tomei uma decisão: já tinha conseguido o que queria, meu diploma e meu CRM. E decidi ser comerciante.
- Nessa época o senhor ainda era solteiro?
Era. Morava com a família no Pari, na mesma casa. Quando eu me formei a gente foi morar perto do aeroporto de Congonhas. Consegui comprar um sobrado e levei a família. Estava sempre com a família. A minha mãe ficou viúva, nunca mais quis casar. Então a gente sempre foi muito família. Nesses trajetos todos eu estava abrindo uma lanchonete na Lins de Vasconcellos. Eu tinha facilidade de ter clientela. Montava os negócios, punha preço baixo. Tudo o que eu fazia eu sabia fazer. Aí eu estava na Lins abrindo a lanchonete e aconteceu uma outra coisa que marcou a minha vida. Um senhor chamado Paulo Abud atravessou a rua e perguntou se eu poderia arrumar alguma coisa para ele fazer. Eu respondi que ele já tinha mais de 70 anos e que ele deveria descansar. Mas ele disse que não conseguia ficar em casa, que queria fazer qualquer coisa. Perguntei o que ele sabia fazer e ele disse: tabula, homus, quibe cru, coalhada, kafta, abobrinha, esfiha, quibe. Descobri que ele tinha sido um dos grandes cozinheiros árabes da 25 de março. Eu já estava de olho nas esfihas porque no Pari tinha uma casa de esfihas. Quando eu passava na frente da loja para pegar o ônibus eu via que aquilo estava sempre lotado. Dei emprego para o senhor e aprendi toda a culinária árabe com ele. Eu tinha essa mania: tudo que ia fazer eu era craque. Na pastelaria não tinha nenhum pasteleiro melhor do que eu. Dobrava massa, fazia pastel, fritava. Fiquei com isso na cabeça. Um dia resolvi pegar uma folha de papel sulfite e escrevi tudo o que sabia fazer para montar uma coisa árabe. Coloquei ali o que tinha aceitação popular e apliquei a filosofia que aprendi na padaria, de preço acessível. Peguei o produto principal, a Bib Esfiha, coloquei um preço muito baixo. Com o valor de um cafezinho dava para comprar três esfihas. Falei sobre essa idéia com um amigo sobre isso e ele deu o nome: Habib';s. Por ser árabe, era o jeito que ele chamava todo mundo. Ele me levou numa agência que estava atendendo o laboratório onde ele trabalhava e o Pedroso, que é meu diretor de marketing há 15 anos, bolou o logo. Encontrei um ponto na Cerro Corá e fui negociar com o dono do imóvel. Em 1988, montei ali a primeira loja Habib';s. Isso existe até hoje. Abri a loja e foi um sucesso tremendo. Durante mais de 40 dias tinha fila na porta. Eu acordava às 4h00 da manhã e ficava fazendo os produtos, pão, pizza, esfiha. Às 11h00 eu ia para o salão atendendo os clientes. Dormia 0h00. Às vezes chegava em casa e não tinha nem disposição para tomar um banho. Minha mãe passava uma toalha no meu pé para refrescar, me acordava de novo às 4h00 e eu me mandava. Trabalhava todo dia. Às 20h00, 21h00 eu mandava baixar a porta porque a cozinha não dava conta. Os amigos me procuravam e diziam que queriam participar. Fazia franchising sem saber que estava fazendo. Na 15ª loja percebi que estava perdendo a direção. Eu inaugurava as lojas e, quando voltava, estavam diferentes. Resolvi montar uma cozinha central para padronizar os produtos. Eu ficava lá.
- Os Habib';s não têm cozinha?
Não. Eles só soltam os produtos. Assam, fritam, esquentam. Tudo vem da cozinha central. Na 19ª loja uma empresária foi fazer uma festa em São Caetano. Na hora de pagar a conta ela disse que alguma coisa estava errada. Me chamaram e ela disse que estava muito barato. Ela se encantou e disse que tinha um ponto em Santo André e queria abrir uma loja. Fiz cursos e ela foi a minha primeira franqueada. A loja existe até hoje.
- O senhor fez curso de culinária também?
Não. Aprendi com os cozinheiros.
- Quantas lojas tem o Habib';s hoje?
Trezentas. Estamos em quase todo o Brasil, Manaus, Belém, Caxias, Porto Alegre. Temos 14 000 funcionários.
- Começou com quantos funcionários?
Uns 15, 18. Gastei o equivalente a 80 000 reais para montar a primeira loja. Comprei balcão usado, reformei.
- Quanto a empresa fatura hoje?
Uns 800, 900 milhões de reais. Hoje temos 11 centrais de produção, verticalizamos a empresa para ajudar a vender barato. Para isso, fabrico a maioria das coisas que eu vendo. Então tenho uma fábrica de sorvete que faz todas as sobremesas, temos uma indústria de pães, de água, de queijo. A Voxline nasceu na necessidade do delivery. Hoje o Habib';s atende uma ligação de qualquer lugar do Brasil. A ligação cai aqui, o sistema localiza o cliente e a loja mais próxima. O cara faz o pedido e ele é mandado direto para a cozinha da loja, que tem que entregar em 28 minutos. Se não entregar o cara não paga a conta. Tinha 700 PA e vamos inaugurar mais 800. Trouxe a filosofia para cá de qualidade, tecnologia com preço competitivo. Hoje, estamos entre as maiores empresas do Voxline e até terceirizamos. Hoje o Habib';s, que representava 100% do faturamento do Voxline, representa apenas 20%. O Habib';s tem 12 departamentos, até uma UTI. A gente costuma dizer que as lojas têm sentimentos, são como gente. Pedem, choram, reclamam. Esse departamento vai lá e resolve os problemas.
- Quando o senhor casou?
Um ano depois que inaugurei a Cerro Corá. Casei com 35 anos e sou casado até hoje. Tenho quatro filhos: uma menina de 18, um menino de 14, um de sete e uma de três.
- Quando o senhor estava na padaria o senhor achou que chegaria até aqui?
Não. O momento mais importante foi essa coisa de vender barato. A maior herança que posso deixar para os meus filhos é essa coisa de comercializar nos menores preços possíveis. Isso faz diferença. É claro que eu associo qualidade, administração, infra-estrutura. Mas tem que ter um ponto de origem. O diferencial é esse.
- A que o senhor atribui essa virada na vida?
Herdei essa coisa do meu pai, de sonhar. Vivo sonhando. Andava no ônibus e via uma Mercedes e dizia: um dia vou ter uma dessas. Sempre acreditava. Também sou muito persistente e determinado. Demorei três anos para entrar, tranquei a matrícula. Outra pessoa teria largado a medicina. E teve a padaria, tinha que ter largado aquilo no primeiro dia. E, principalmente, habilidade comercial, relacionamento, conhecimento. Ninguém conhece mais o meu negócio do que eu. Escrevi 77 regras sobre como administrar, cuidado com venda, cuidado com motivação. Essa filosofia de associar qualidade com preço baixo e lucro. Tudo isso me ajudou. Onde eu aprendi a maior lição foi na necessidade que eu tive na padaria. Naquela hora, poderia ter dado tudo errado, eu poderia ter quebrado. Ali eu aprendi que eu tinha que entender o que eu fazia, a política de preço, o esforço, o poder da rotatividade, que o item mais importante era o cliente. Foi ali que entendi tudo. E depois veio o Habib';s. Costumo dizer que eu socializei a comida árabe. Antes ela era restrita a três, quatro restaurantes. Tornei ela acessível a todos. O que é um desencontro: um português foi socializar um negócio árabe.
- Quanto tempo o Paulo ficou com o senhor?
Mais ou menos um ano. Ele já era uma pessoa de idade. Enquanto o negócio era na Lins, na frente da casa dele, deu certo. Ele faleceu alguns anos depois. Ele foi uma pessoa que caiu do céu.
- O senhor acha que conseguiria chegar aonde chegou se estivesse em outro país?
Dificilmente. O nosso país tem essa vantagem. Ele tem muitas opções de coisas. Na Europa está tudo feito, tudo planificado. É difícil ter chance, tem que trabalhar de emprego para subir na carreira. Aqui é um país novo, que tem força, que tem oportunidade. Hoje a maior dificuldade de crescimento da minha empresa não é o dinheiro, é encontrar pessoas qualificadas para exercer os cargos de liderança. Eu tento qualificar as pessoas para ver se encontro 30, 40 pessoas que se destacam e que têm a mesma garra, a mesma vontade que eu. Hoje o nosso país é um país que tem oportunidades para pessoas que são qualificadas, que têm algum diferencial. Em todas as empresas a maior dificuldade é ter gente diferenciada. Às vezes a empresa tem 4, 5 000 pessoas e cadê a liderança? Não costumo pegar ninguém de fora, normalmente minhas pessoas vêm de dentro da empresa. Essa chance o país tem. O país oferece chance de criar um novo negócio. O país tem força, tem consumo. Acho que a mobilidade social existe e está presente. Mas não é para todo mundo: o cara tem que ter um diferencial, garra, vontade, disposição, conhecimento, estudo. Tem que ter uma série de itens. Mas as oportunidades existem e estão sempre rondando as pessoas. Às vezes as pessoas é que não enxergam a oportunidade. Quem tem essas características trem condição de vencer, seja vendendo sorvete ou cachorro-quente na rua. Esse desejo de vencer na vida são diferenciais importantes. Temos no Brasil milhares de exemplos de pessoas que não receberam nenhuma herança, tinham tudo para não dar certo, tinham tudo para naufragar, ser uma pessoa comum e, de repente, se torna um grande empresário.
- Hoje o senhor mora aonde?
No Morumbi, perto do São Paulo.
- E seus irmãos?
Meu irmão é vice-presidente da rede e a minha irmã é sócia, mas não trabalha na rede. Ela resolveu ser do lar, ter uma vida mais tranquila. Meu irmão é formado em medicina e meu irmão, em administração de empresas.
Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/m0140186


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

STF considera constitucional exame da OAB


A exigência de aprovação prévia em exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que bacharéis em direito possam exercer a advocacia foi considerada constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Por unanimidade, os ministros negaram provimento ao Recurso Extraordinário (RE 603583) que questionava a obrigatoriedade do exame. Como o recurso teve repercussão geral reconhecida, a decisão nesse processo será aplicada a todos os demais que tenham pedido idêntico.
A votação acompanhou o entendimento do relator, ministro Marco Aurélio, no sentido de que a prova, prevista na Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), não viola qualquer dispositivo constitucional. Concluíram desta forma os demais ministros presentes à sessão: Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso.
O recurso foi proposto pelo bacharel João Antonio Volante, que colou grau em 2007, na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), localizada em Canoas, no Rio Grande do Sul. No RE, ele afirmava que o exame para inscrição na OAB seria inconstitucional, contrariando os princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade e do livre exercício das profissões, entre outros.
Votos
O relator do caso, ministro Marco Aurélio, considerou que o dispositivo questionado do Estatuto da Advocacia não afronta a liberdade de ofício prevista no inciso XIII, artigo 5º, da Constituição Federal, conforme argumentava o bacharel em direito autor do recurso. Para o ministro, embora o referido comando constitucional impeça o Estado de opor qualquer tipo de embaraço ao direito dos cidadãos de obter habilitação para a prática profissional, quando o exercício de determinada profissão transcende os interesses individuais e implica riscos para a coletividade, “cabe limitar o acesso à profissão em função do interesse coletivo”. “O constituinte limitou as restrições de liberdade de ofício às exigências de qualificação profissional”, afirmou o ministro Marco Aurélio, ao citar o próprio inciso XIII, artigo 5º, da Carta Magna, que prevê para o livre exercício profissional o respeito às qualificações estabelecidas em lei.
Primeiro a seguir o voto do relator, o ministro Luiz Fux apontou que o exame da OAB caminha para a inconstitucionalidade se não forem criadas formas de tornar sua organização mais pluralista. “Parece plenamente razoável que outros setores da comunidade jurídica passem a ter assento nas comissões de organização e nas bancas examinadoras do exame de Ordem, o que, aliás, tende a aperfeiçoar o certame, ao proporcionar visão mais pluralista da prática jurídica”, disse.
Para Fux, manter a elaboração e organização do exame somente nas mãos de integrantes da OAB pode suscitar questionamentos em relação à observância, pela entidade, de princípios democráticos e republicanos. “Cumpre à OAB atender às exigências constitucionais de legitimação democrática da sua atuação, que envolve, entre outros requisitos, a abertura de seus procedimentos à participação de outros seguimentos da sociedade”, reiterou. Para o ministro, a forma como o exame é produzido atualmente é uma “falha” que acarretará, no futuro, “a efetiva inconstitucionalidade da disciplina do exame da OAB”.
Antes, porém, ele afirmou que o exame em si é a medida adequada à finalidade a que se destina, ou seja, a “aferição da qualificação técnica necessária ao exercício da advocacia em caráter preventivo, com vistas a evitar que a atuação do profissional inepto cause prejuízo à sociedade”. Luiz Fux ressaltou que o desempenho da advocacia por um indivíduo de formação deficiente pode causar prejuízo irreparável e custar a um indivíduo a sua liberdade, o imóvel em que reside ou a guarda de seus filhos.
“Por essas razões, existe justificação plausível para a prévia verificação da qualificação profissional do bacharel em direito para que possa exercer a advocacia. Sobreleva no caso interesse coletivo relevante na aferição da capacidade técnica do indivíduo que tenciona ingressar no exercício profissional das atividades privativas do advogado”, disse. Ele complementou que “fere o bom senso que se reconheça à OAB a existência de autorização constitucional unicamente para o controle a posteriori da inépcia profissional, restringindo sua atribuição nesse ponto a mera atividade sancionatória”.
Em seguida, o ministro Ricardo Lewandowski disse que se aplica ao caso a chamada “teoria dos poderes”, desenvolvida em 1819 na Suprema Corte norte-americana. Reza essa tese que, quando se confere a um órgão estatal determinadas competências, deve-se conferir-lhe, também, os meios para executá-las.
Também acompanhando o relator, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha fez breves considerações sobre a matéria. Ela frisou que o exame da OAB atende plenamente a regra constitucional que condiciona a liberdade ao trabalho ao atendimento de qualificações profissionais estabelecidas em lei (inciso XIII do artigo 5º da Constituição). O Estatuto da Advocacia, acrescentou ela, foi produzido coerentemente com o que a sociedade, em um Estado democrático, exige da OAB. A ministra afirmou ainda que os provimentos previstos no Estatuto (parágrafo 1º do artigo 8º da Lei 8.906/94) são necessários para regulamentar os exames. “O provimento foi a fórmula encontrada para que a OAB pudesse, o tempo todo, garantir a atualidade da forma de qualificação a ser exigida”, disse.
Em sintonia com essa teoria, portanto, conforme o ministro, o Estatuto da Ordem (Lei 8.906/94), com base no artigo 22, inciso XVI, da Constituição Federal, ao regular o exercício da advocacia, conferiu à OAB os poderes para que o fizesse mediante provimento.
No mesmo sentido, segundo ele, o artigo 44, inciso II, do Estatuto da Ordem é claro, ao atribuir à entidade a incumbência de “promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil”.
Por seu turno, o ministro Ayres Britto destacou que o fato de haver, na Constituição Federal, 42 menções à advocacia, à OAB e ao Conselho Federal da OAB já marca a importância da advocacia em sua função de intermediária entre o cidadão e o Poder Público.
Ele citou, entre tais passagens constitucionais, o artigo 5º, inciso XIII, que dispõe ser livre o exercício de qualquer trabalho, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Portanto, segundo  Ayres  Britto, o dispositivo faz uma mescla de liberdade com preocupação social, que é justamente o que ocorre com o exame contestado no RE, pois, segundo o ministro, ele é “uma salvaguarda social”.
O ministro ressaltou, também, o artigo 133 da CF,  uma vez que esse dispositivo estabelece que o advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Também se manifestando pelo desprovimento do RE, o ministro Gilmar Mendes disse que a situação de reserva legal qualificada (o exame da OAB) tem uma justificativa plena de controle. No seu entender, tal controle não lesa o princípio da proporcionalidade, porque o exame contém abertura bastante flexível, permitindo aos candidatos participarem de três exames por ano.
Quanto às críticas sobre suposto descompasso entre o exame da OAB e os currículos das faculdades de direito, Gilmar Mendes disse acreditar que essa questão pode ser ajustada pela própria OAB, em articulação com o Ministério da Educação, se for o caso.
Para o decano da Corte, ministro Celso de Mello, é lícito ao Estado impor exigências com “requisitos mínimos” de capacidade, estabelecendo o atendimento de certas qualificações profissionais, que sejam condições para o regular exercício de determinado trabalho, ofício ou profissão. Segundo o ministro, as prerrogativas dos advogados traduzem meios essenciais destinados a proteger e amparar os “direitos e garantias” que o direito constitucional reconhece às pessoas.
Ainda de acordo com o ministro Celso de Mello, a legitimidade constitucional do exame da ordem é “plenamente justificada”, principalmente por razões de interesse social. Para o decano, os direitos e garantias individuais e coletivas poderão resultar frustrados se for permitido que pessoas “despojadas de qualificação profissional” e “destituídas de aptidão técnica” – que são requisitos “aferíveis, objetivamente pela prova de suficiência ministrada pela Ordem dos Advogados do Brasil" – exerçam a advocacia, finalizou o ministro, acompanhando integralmente o voto do relator.
Os ministros Dias Toffoli e Cezar Peluso acompanharam integralmente o voto do relator.
Fonte: www.stf.jus.br



STF pode acabar hoje com exame da OAB




O Supremo Tribunal Federal colocou na pauta desta quarta-feira (26) o julgamento que vai decidir se o Exame de Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), atualmente obrigatório para os diplomados em direito que quiserem exercer a profissão, é constitucional ou inconstitucional.

A polêmica voltou à tona no ano passado quando o exame bateu recorde de reprovação. Em dezembro de 2010, somente 11 mil dos 116 mil inscritos (9,74%) foram considerados aptos pela OAB para exercer a profissão.

O julgamento que começa hoje pode acabar com o Exame da OAB. Mesmo assim, os preparativos para 5º Exame de Ordem, que está marcado para o próximo dia 30 de outubro, seguem normalmente. 

Recurso Extraordinário (RE) 603583 – Repercussão geral
Relator: Ministro Marco Aurélio
João Antônio Volante X União e Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
Recurso Extraordinário contra decisão do TRF da 4ª Região que rejeitou a alegação de inconstitucionalidade do artigo 8º, parágrafo 1º, da Lei nº 8.906/1994 (Estatuto da OAB) e dos Provimentos nºs 81/1996 e 109/2005 do Conselho Federal da OAB, que dispõem sobre a exigência de prévia aprovação no exame de ordem como requisito para a inscrição do bacharel em direito nos quadros da OAB, por ofensa aos artigos 1º, incisos II, III e IV, e 3º, incisos IV e V, da Constituição Federal. Sustenta caber às instituições de ensino superior certificar a aptidão do bacharel para o exercício profissional, e que a sujeição dos bacharéis ao exame viola o direito à vida e aos princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade, do livre exercício das profissões, da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e representa censura prévia ao exercício profissional. A União sustenta que a norma constitucional invocada como violada possui eficácia contida, limitada por lei ordinária constitucional. O Conselho Federal da OAB sustenta a inocorrência de contrariedade à Constituição.
Em discussão: Saber se é constitucional a exigência prévia de aprovação no Exame de Ordem para o exercício da advocacia.
PGR: Pelo provimento parcial do recurso.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gabarito ENEM - 2011 - 2º DIA DE PROVA

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano trouxe como tema "viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado".


2º DIA (DOMINGO 23/10) - Provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias



PROVA AZUL –

ESPANHOL
91D 92B 93D 94C 95A

INGLêS
91E 92E 93D 94B 95D

96E 97D 98E 99C 100D 101A 102D 103D 104C 105A 106A 107B 108B 109E 110D 111A 112D 113B 114A 115D 116E 117C 118E 119E 120A 121B 122D 123A 124E 125B 126C 127D 128C 129B 130A 131B 132C 133E 134A 135E 136E 137E 138B 139A 140C 141B 142B 143C 144E 145E 146E 147E 148C 149A 150B 151D 152E 153E 154C 155B 156C 157D 158B 159A 160C 161B 162D 163E 164D 165A 166D 167C 168C 169B 170C 171D 172C 173C 174E 175C 176A 177C 178C 179D 180D

PROVA CINZA

ESPANHOL
91D 92D 93B 94A 95C

INGLêS
91E 92D 93E 94D 95B

96D 97E 98D 99C 100E 101D 102D 103A 104A 105A 106C 107B 108E 109B 110B 111A 112D 113D 114A 115D 116C 117E 118E 119B 120A 121E 122D 123C 124B 125A 126D 127E 128A 129C 130B 131B 132C 133E 134A 135E 136A 137B 138E 139E 140E 141B 142C 143E 144E 145B 146C 147E 148C 149B 150A 151D 152E 153C 154E 155D 156B 157B 158C 159D 160A 161C 162B 163E 164D 165B 166A 167D 168C 169C 170D 171C 172D 173D 174C 175C 176E 177C 178A 179C 180C

PROVA AMARELA

ESPANHOL

91B 92D 93D 94C 95A

INGLêS
91E 92E 93D 94B 95D

96E 97D 98D 99D 100A 101C 102D 103E 104B 105B 106E 107C 108A 109A 110D 111D 112A 113B 114A 115D 116B 117A 118E 119C 120E 121E 122A 123D 124D 125C 126E 127B 128C 129B 130A 131C 132B 133A 134E 135E 136B 137A 138E 139E 140E 141C 142C 143E 144E 145E 146B 147C 148B 149E 150C 151E 152B 153A 154D 155C 156B 157D 158B 159E 160A 161D 162C 163D 164B 165D 166C 167C 168C 169B 170A 171D 172C 173A 174E 175C 176C 177C 178C 179D 180D

PROVA ROSA

ESPANHOL
91D 92B 93D 94A 95C

INGLêS
91D 92E 93E 94D 95B

96D 97E 98A 99D 100D 101D 102E 103C 104B 105E 106C 107A 108A 109B 110D 111D 112A 113D 114A 115B 116E 117C 118E 119B 120E 121A 122C 123B 124D 125E 126D 127A 128C 129B 130A 131C 132B 133E 134E 135A 136E 137E 138A 139B 140B 141C 142E 143C 144E 145B 146C 147E 148E 149E 150E 151C 152D 153A 154B 155D 156A 157C 158B 159E 160D 161D 162B 163B 164C 165C 166C 167A 168D 169D 170C 171B 172C 173C 174D 175D 176C 177C 178E 179C 180A

Gabarito ENEM - 2011 - 1º DIA DE PROVA

Cerca de 5,4 milhões de estudantes realizaram neste sábado e domingo as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2011) em todo o Brasil.


Segundo informações, foram ao todo 90 questões, sendo história, geografia, química, física e biologia no sábado, e linguagens, matemática e redação no domingo.


Os candidatos que deixaram de escrever, na folha de respostas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a frase destacada na capa do caderno de questões ou não marcaram qual a cor da prova que fizeram não terão a prova corrigida.


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova azul:


enem-2011-gabarito


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova amarela:


enem-2011-gabarito


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova rosa:


enem-2011-gabarito


Gabarito do Enem 2011 - Primeiro dia - Prova branca:




enem-2011-gabarito


Observação: Estes gabaritos foram disponibilizados pelo site http://portuguese.christianpost.com, sendo os mesmos divulgado por professores do cursinho Anglo.


Fonte: http://portuguese.christianpost.com

Luiz Lopes da Silva Neto, o Luizinho - Na CADEIA


Na manhã de ontem, exatamente às 6h20, Luiz Lopes da Silva Neto, o Luizinho, foi capturado. Ele é acusado de matar a ex-companheira, a filha de 8 anos, e outras duas crianças, no município de Lajedo, Agreste do Estado, na semana passada. O assassino foi encontrado vagando no entorno do Sítio Mocos, zona rural do município de Calçados, Agreste de Pernambuco, a nove quilômetros de Lajedo. Populares que transitavam na área reconheceram o foragido e o amarraram, em seguida acionaram a Polícia Militar da cidade de Garanhuns, Agreste do Estado. O 9º Batalhão da PM, em Garanhuns, contactou uma viatura que já estava fazendo diligências na área e, com a ajuda de um policial civil, fizeram a prisão do acusado. 

Segundo a Polícia Civil, o criminoso não chegou a ser agredido. “Os populares não violaram a integridade física do acusado, apenas quando o entregaram para nós, alguns revoltosos apareceram no local e houve um princípio de tumulto, deixamos o local imediatamente e nos dirigimos ao Batalhão da Polícia Militar em Garanhuns,” afirmou o agente da Polícia Civil, Roberto Goes.

Luiz Lopes, quando interrogado, afirmou ter passado essa última semana na zona rural dos municípios de Lajedo e Canhotinho e se alimentou de folhas. Apesar das especulações, Luizinho foi encontrado com a mesma aparência do dia do crime, cabelo grande e barba. Com ele foi achado uma mochila com objetos pessoais, dentro dessa mochila havia uma blusa de uma das vítimas, a filha que ele estuprou e matou a facadas, segundo o acusado, “foi para guardar de lembrança”. 

De acordo com o delegado titular da delegacia de Lajedo, Altemar Mamede, o assassino confessou com detalhes o crime. “Ele inclusive fez toda a cronologia do dia e disse que agiu em legítima defesa. Contou que foi até a casa da ex-companheira, às 11h, levar o dinheiro da pensão da filha deles, R$ 30, como de costume ficou para o almoço e jantar. Às 22h, iniciou-se uma discussão entre ele e a ex-companheira. Ela teria tentado matá-lo com uma faca, para se defender, desferiu golpes com uma marreta na cabeça de Rosilene Lopes da Silva e em seguida a esfaqueou. A filha deles, Fernanda Lopes de 8 anos, tentou impedir o pai e terminou sendo estuprada e asfixiada com um lençol. As duas outras crianças, Nayane de 3 anos e João Vitor de um ano e meio, filhos de Rosilene, foram afogados em um tambor de água porque estavam chorando muito”, contou o delegado.

Luiz Lopes deixou 9º BPM e foi conduzido para a Cadeia Pública de Lajedo. De lá, o acusado será recolhido para algum presídio das proximidades. O delegado não quis revelar o nome por questões de segurança. O preso está em cela separada dos outros detentos para evitar que o mesmo seja linchado.

“Ele vai ser indiciado por quatro homicídios qualificados e um estupro qualificado, dentro das qualificações estão: motivo fútil, meio indicioso e cruel e meio que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima,” esclareceu o delegado. O Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Medicina Legal (IML) devem entregar ainda essa semana o laudo do crime, se confirmado o estupro, ele responderá por mais um crime: estupro de vulnerável. “Vamos esperar os resultados, mas como já temos a confissão podemos calcular uma pena de 110 anos de prisão em regime fechado,” concluiu o Mamede. O delegado ressalta que o mérito da prisão se deve a população que colaborou com informações valiosas, bem como a Imprensa que fez a divulgação, facilitando a identificação do criminoso.

Fonte: folhape.com.br

Império do Forro de Bolso deve pagar R$ 6 milhões





Brasília - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 6 milhões a Império do Forro de Bolso, empresa têxtil pernambucana responsável por importar toneladas de lixo hospitalar dos Estados Unidos. A companhia marítima Hamburg Süd, dona do navio que trouxe os dois contêineres apreendidos no Porto de Suape nos dias 11 e 13 de outubro, será multada em R$ 2 milhões.

O órgão ambiental aplicou multa de R$ 2 milhões a cada um dos três estabelecimentos da Império do Forro de Bolso interditados nas últimas semanas: dois galpões e uma loja localizados nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama. Em nota, o Ibama informou que as multas se devem a danos causados ao meio ambiente pelo material irregular, classificado como potencialmente infectante pela legislação sanitária brasileira.

Ainda na nota, o órgão defende que os dois contêineres, com cerca de 46 toneladas de tecido com a logomarca de hospitais norte-americanos e manchas que o Instituto de Criminalística de Pernambuco analisa para saber se são de sangue, devem ser devolvidos aos Estados Unidos. Já as cerca de 25 toneladas encontradas na loja e nos galpões da Império do Forro não podem, segundo o Ibama, ser devolvidos e devem ser incinerados por uma empresa especializada. O material encontrado nos estabelecimentos é, provavelmente, proveniente de seis contêineres que a Império do Forro recebeu este ano da mesma exportadora norte-americana e que não foram inspecionados pela alfândega.

Procurada pela Agência Brasil para se manifestar sobre a multa, a empresa Hamburg Süd não se pronunciou.

Fonte: Agência Brasil
Fonte: folhape.com.br

Dicionário "matutês"

"O"

Obrar – Defecar, cagar 
Oiça – Audição, ouvido (Ela está com as oiças doentes) 
Oitão - Corredor lateral entre a casa e o muro do quintal 
Oiti - Ânus 
Ôxe ou oxente – Exclamação de surpresa